Oficinas

Desde 2011, Bruna vem realizando oficinas, laboratórios de criação poética, intervenções e mediações de leitura em alguns estados do Brasil, como São Paulo (interior e capital), Paraná (interior e capital), Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e Pernambuco (periferias). Os espaços de atuação são muito diversos: escolas públicas e particulares, bibliotecas municipais, pontos de cultura, parques, espaços culturais públicos e privados, asilos, casas de acolhida para refugiados e casas de convivência para idosos.

Alguns dos espaços privados: Pinacoteca do Estado de São Paulo, Tomie Ohtake, Sescs Tijuca (RJ), Belenzinho (SP), Ipiranga (SP) e Palladium (BH);

São cinco oficinas de poesia e laboratórios poéticos que variam de acordo com o público e a faixa etária – Brinquedos Espalhados, Minhas avós me contaram, Um pente e uma árvore, Abecedário e Papel e Caneta.

Segue uma breve descrição de duas delas, as primeiras. E para mais detalhes sobre as oficinas, intervenções e mediações de leitura: bebernaodirija@gmail.com

A foto acima é um trabalho realizado por Sarah Rebecca Kersley na primeira edição da oficina Brinquedos Espalhados, em Salvador.

Brinquedos espalhados

oficina de objetos

Teto, espelho, banheiro, fila da lanchonete, bebedouro, porta da geladeira, interruptor de luz: em todo lugar tem e cabe poesia.

A oficina tem como objetivo produzir material poético e trabalhar a produção poética dos participantes de modo a apresentá-la no espaço comum, tornando-a, mesmo que por um curto período de tempo, parte da geografia dos lugares.

Utilizando cartolinas, rotuladores e outros suportes sinalizadores, os participantes serão incentivados a exercitar e voltar o olhar poético para os espaços pelos quais transitam, e a espalhar a poesia diante dos olhos do outro.

Indo contra o conceito do “varal de poesia” e, na tentativa de tirar os versos dos livros e dos cadernos, fazer com que sejam vistos e dispostos no cotidiano.

Esta oficina foi realizada na biblioteca pública da FUNCEB (Salvador), no Sesc Palladium (Belo Horizonte), no Sesc Tijuca (Rio de Janeiro), no Sesc Ipiranga (São Paulo) e na Graded, escola americana de São Paulo.

Minhas avós me contaram

oficina de memórias

O encontro é voltado para a contação de histórias de infância, causos, lendas familiares e narrativas de vida dos participantes, entremeada pela leitura de poemas voltados para os mesmos temas. Os participantes recebem uma raspadinha que contém uma palavra secreta, e ao raspar e descobrir a palavra, podem decidir o que fazer com ela: se escrever um poema ou uma história, ou inventar uma história completamente nova e contar para todos na roda. As histórias ou poemas curtos que são produzidos ficam expostos no lugar de realização da oficina, incentivando não só a leitura e a escrita, mas visando estimular o cuidado e a atenção com a memória afetiva de cada um.

Esta oficina foi realizada no Morada São João, casa de acolhida para idosos em São Paulo, no BOMPAR (Núcleo de Convivência para Idosos – Santa Vicenza), no BOMPAR (Centro de Acolhida Especial para Idosos – Casa de Simeão) e na BibliASPA, centro de acolhida para refugiados sírios e africanos (intervenção bilíngue).